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Há quase 62 anos, a história do Brasil passava a ter um dos seus maiores protagonistas: a Petróleo Brasil S/A. Criada em 3 de outubro de 1953, por Getúlio Vargas, a empresa foi concebida para a exploração petrolífera no Brasil em prol da União e surgiu sete anos após a primeira prospecção de petróleo em terra tupiniquim, que ocorreu na Bahia, em 1938.

A criação não foi processo simples ou fácil. Ao contrário, a nacionalização do petróleo foi resultado de anos de discussões, de embates, de disputas, de campanhas populares. Não foi resultado de mero processo de gabinete ou de decisão institucional. Enquanto alguns defendiam a entrega do nosso petróleo a forasteiros, outros lutavam pela nacionalização da riqueza. E, já sob efeito da campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras mostrava uma de suas principais marcas: pertencer ao povo brasileiro.

 

Por que faço esse resgate? Porque a Petrobras sempre esteve envolvida nas principais disputas políticas que o Brasil viveu nas últimas décadas. A empresa – que inicialmente era responsável por suprir apenas 1,7% do consumo nacional – cresceu. E se desenvolveu. E superou, ao longo da sua história, movimentos pela sua privatização. Mas, hoje, vemos esse grande patrimônio ser desconstruído.

Como uma empresa que deve ser da nação, viu-se envolvida nisso? Essa é uma das principais questões a serem respondidas pela Justiça. É inadmissível o que estão fazendo com a nossa maior empresa. Estão destruindo algo que deve ser motivo de orgulho, que impulsiona a riqueza e o desenvolvimento do nosso país. A quem interessa destruir a Petrobras? Certamente a quem não tem nenhum compromisso com o Brasil.

Usar a maior empresa da América Latina e quarta maior petrolífera de capital aberto do planeta em ações sórdidas não interessa ao Brasil e fere o objetivo pelo qual a empresa foi criada. Alguém que usa de forma espúria esta empresa pode dizer que defende o Brasil, que quer o bem da nossa democracia? Não. Quem opta por dilapidar a Petrobras não têm outro interesse senão a corrupção e a perpetuação de velhas práticas políticas condenáveis.

Afinal, de quem é a Petrobras? De quem é o petróleo? A Petrobras é fruto de lutas históricas, representa a conquista de milhares de trabalhadores.

Outro fator de extrema importância nesse cenário são os 85 mil empregados da Petrobras. Eles são apontados com os mais capacitados do mundo, tem qualificação, conhecimento. Não podem estar sujeitos aos desmandos políticos que atingem a empresa.

Pergunto-me, assim como todos os brasileiros que querem o Brasil forte: quem realmente se preocupa em manter forte um de nossos principais pilares econômicos? Certamente aqueles que se envolveram nesse escândalo sem precedentes não se preocupam com a Petrobras ou com o Brasil.

Sim, o petróleo é nosso, é do Brasil, é dos brasileiros. Assim como o pré-sal. E é por isso que a Petrobras precisa voltar a ser grande. Para que isso ocorra, os envolvidos nesse escândalo sem proporções precisam ser punidos no rigor da lei e a Petrobras precisa ser respeitada como patrimônio público.

 

*Beto Albuquerque - Vice-presidente Nacional do PSB; Candidato a vice-presidente da República, em 2014, e Presidente do PSB/RS

 

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